A nova época do Liverpool tem deixado no ar uma pergunta que, até há pouco tempo, parecia impensável: estará a era Mohamed Salah a aproximar-se do fim? O craque egípcio voltou a iniciar um jogo no banco, algo que se tem repetido com mais frequência do que o habitual, alimentando dúvidas sobre o seu papel no projeto desportivo dos “Reds”.
Salah, durante anos a principal referência ofensiva da equipa, vive uma fase de menor protagonismo. O Liverpool tem privilegiado maior rotação no ataque e dado espaço a jogadores mais jovens, o que tem reduzido a sua influência no onze inicial. Apesar disso, o extremo continua a apresentar números competitivos, contribuindo com golos e assistências sempre que é chamado.
No entanto, a sua situação contratual e o interesse constante de clubes do Médio Oriente colocam pressão adicional sobre o futuro. A direção do Liverpool sabe que, caso não renove, poderá perder o jogador sem compensação em breve — e isso torna possíveis decisões mais pragmáticas por parte da equipa técnica.
Entre gestão física, opções táticas e uma transição geracional que parece estar em marcha, cresce a sensação de que o ciclo de Salah em Anfield pode estar a entrar nos capítulos finais. Ainda assim, internamente, há quem considere que o egípcio continua capaz de decidir jogos e manter um papel relevante, mesmo que com menos minutos.
Os próximos meses serão decisivos: ou Salah recupera o estatuto de titular indiscutível, ou a época 2025/26 ficará marcada como o início do fim de uma das histórias mais importantes do futebol moderno em Inglaterra.